A Aneel e a Petrobras já estão começando a conscientizar a população que teremos aumento nos próximos dias, devido a crise energetica do país. Esta crise acontece quase todo ano, e tem como causa a falta de chuva que consequentemente causa a baixa dos reservatórios das hidroelétricas.

Mas até agora só falamos de crise no setor eletrico, o que o gás natural tem a ver com isso? O Brasil fez um plano de contigência para a seca, que consiste no acionamento de termoelétricas movidas a gás natural, que é forneceido pela Petrobras.

O gás natural é, hoje, utilizado por consumidores domésticos (bujões e gás de rua), veículos automotores (GNV) e por indústrias. O Brasil não é auto suficiente em gas natural e para suprir a parcela que falta importa o produto de outros países, como a Bolívia. Porém, por um problema na Argentina, o Brasil está importando menos da Bolívia para que esta possa enviar maior quantidade para a Argentina suprir seu problema energético (que coisa confusa, né?).

Bem o que se anunciou é um aumento final (no posto) de 20% no GNV e de 27% no gás natural enviado para as industrias, a Petrobras não citou se teremos aumento no gas de cozinha. Segundo o presidente do Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) o gás ainda vai manter sua competitividade perante aos outros combstíveis (isso é o que ele diz … ). Já as indústrias afirmam não saber se compensa manter o gás como matriz energetica.

Não sou nenhum matemático, mas o preço do GNV será igualado ao do Alcool. Com isso a Petrobra vai conseguir desistimular a população de converter seus carros para GNV, que além de ter o custo do Kit (em torno de R$1.400,00), tem a homologação anual ( entorno de R$80,00), as taxas do Detran (normalmente 1 duda de R$90,00) e a manutenção do veiculo (que aumenta devido a adaptação).

Já o aumento da energia elétrica, agora no início, somente afeterá os grandes consumidores (de mais de 3 MW/hora) como industrias e alguns shoppings centers, mas nada impede de termos um aumento nos consumidores domésticos, como de praxe no Brasil.