Todos sabemos, que o ser humano é altamente adaptável a mudanças apesar da sua resistência natural a elas, e que gostamos das coisas mais fáceis e simples de se usar. Não é a toa que, em todas as áreas, busca-se a simplicidade e a facilidade para o dia a dia, seja atraves de tecnologia nova ou remodelando o produto ou serviço existente.

Eu sou um adepto da tecnologia e gosto muito das novidades, pena que não posso ter tudo que gostaria, mas falta apenas um pequeno detalhe que chama-se dinheiro (pequeno apenas). Apesar que sempre ter ouvido o ditado “dinheiro nunca foi problema e sim solução”, o que sou obrigado a concordar.

Porém a minha falta de tempo e os compromissos em sequência, me deixaram sem acesso a internet e em um consultório médico tive uma experiência que me trouxe uma reflexão importante e achei legal coloca-la em pauta para uma discussão.

leitura do jornal
Imagem por Fabio Maciel

A muito tempo que leio jornais pela internet e em formato eletrônico, que por sinal são bem simples e fáceis de manusear. Sem contar que, hoje, a maior parte dos jornais de grande circulação, disponibilizam as edições do dia em formato digitlizado para o público da internet.

Ontem, eu voltei no tempo e fui ler o jornal tradicional, aquele em papel, e me senti no tempo das pedras. É estranho e ao mesmo tempo engraçado, pois não tem tanto tempo que os jornais passaram a serem eletrônicos e tem menos ainda para a internet de banda larga ter sido popularizada, poderiamos dizer que numa média, feita rapidamente, temos 2 anos que os jornais passaram a ser utilizados de forma eletrônica.

Se formos procurar pela internet algumas opiniões veremos que muitas pessoas questionam ainda a existência do jornal impresso nas grande cidades. O que é um pensamento egoísta, afinal de contas nem todos os brasileiros tem um computador e internet em suas residências ou sabem usar a internet para poder ler as notícias e acontecimentos, fora isso ainda teria a região mais interiorizada que ficaria dependente dos tele jornais, que não informam sobre todos os acontecimentos e acabam apenas informando os resumos das principais manchetes, devido ao pouco tempo destinado a eles. E o mesmo aplica-se as revistas, podemos pensar que elas não tem mais utilidade e somente ocupa lugar nas bancas de jornais (que seríam as próximas a fechar, se tudo isso acabar), mas elas quebram um galhão nos consultórios para passar tempo.

Os vicíados em tecnologia, às vezes, se tornam tão dependentes dela que sentem dificuldades de manusear coisas simples, que antes da introdução dela em suas vidas eram usados de forma simples e diária. Não podemos nos culpar, mas também não devemos achar que todo o restante tenha que se adapatar a nossa realidade. Assim como não somos obrigados a achar que o foramato impresso é o melhor.

Você acha ou já achou que os jornais e revistas impressos deveriam sair de circulação?

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