Um dia de carrinho de supermercado
Eu pensei muito antes de escrever, mas achei legal compartilhar essa experiência com vocês, até porque não estamos aqui somente para falar de coisas legais.
Hoje, dia 22/10/09, eu fui ao suoermercado Guanabara de Niterói e pude perceber que havia algo de errado, pois o estacionamento estava completamente lotado e haviam várias brigas por vagas. Eu fui procurar pelas vagas de deficientes, porque além delas ficarem mais próximas da entrada, normalmente, deveriam estar desocupadas. Tive a minha primeira surpresa a averiguar que as vagas de deficientes estavam totalmente tomadas, inclusive a faixa utilizada para montagem da cadeira de rodas.
Para minha sorte, tinha uma pessoa portadora de necessidades chegando ao estacionamento para sair e ela estava acompanhada de um segurança, pois estava utilizava um carrinho elétrico que o mercado disponibiliza. O que intimidou aos espertinhos de plantão que chegavam a ligar a seta, mas desistiam.
Depois de estacionar, perguntei ao segurança se poderia utilizar o carrinho elétrico. A minha resposta foi “Só um minuto” e ele trouxe o carrinho, dizendo que poderia usa-lo sem problemas. Daí, ele foi me acompanhando até a entrada do mercado e pude entrar com o carrinho elétrico para fazer compras pela primeira vez em um mercado.
A experiência que vou relatar agora pode ter fortes emoções e conter alguma dose de humor, mas é exatamente como me senti dentro do mercado com um carrinho elétrico.
A primeira impressão que você tem é a de que várias pessoas lhe acham um ET, porque ficam lhe olhando, olhando, olhando e tentam entender o que está acontecendo. enquanto isso outras acham que você é um carrinho de supermercado (um pouco diferente), pois jogam o carrinho em cima de você e não respeitam a sua posição de escolha nas prateleiras (quase sobem no carrinho para pegar os itens).
Por você estar sentado perdeu todos os direitos, inclusive o da fila preferencial. Ora bolas, você está sentado e não vai se cansar se esperar um poquinho como todos os demais, então querem que você passe para a fila do sem prioridade nenhuma (que vem depois da fila normal).
Andar pelo mercado parece uma pista de obstáculos, onde o deficiente além de controlar o carrinho elétrico, tem que usar todas as técnicas de direção defensiva. Sem contar com os carrinhos fantasmas que vem para cima de você e ninguém esta empurrando e aqueles que vem para cima pois o mal educado não pode ceder a vez para você.
Talvez este seja o ritmo louco em que todos vivemos ou, talvez, o mundo dos mais espertos (ou que se acham assim) ou apenas a visão de um ET, mas nessa minha experiência me senti exatamente como um carrinho de compras. Daqueles que ficam parados no corredor central para o dono ir buscar itens nos corredores internos, dos que as crianças brincam de bate-bate, do que só servem para carregar as compras ou dqueles que ficam com os itens devolvidos.








