Uma notícia publicada no Zumo Blog por Henrique Martins que traz a informação de que o Google não vai mais filtras as buscas na China. Ou seja, ele não vai ceder ao governo, como vinha fazendo, em ter um escritório disponível para as determinações do governo e isso pode significar a parada de operação do Google.cn e dos seus escritórios.

As palavras colocadas no blog corporativo pelo David Drummond, advogado-chefe da empresa, com relação a decisão interna e unilateral da empresa, que não comunicou aos funcionários da China, e que decidiu ir contra a repressão a liberdade da internet e vai conversar com as autoridades para saber em que termos podem operar no país dessa forma e dentro da lei. Segundo a tradução livre feita pela Henrique o texto dizia:

“Esses ataques e a vigilância que eles mostraram, combinados com as tentativas no último ano de tentar limitar a liberdade de expressão na web, nos levaram a concluir que devemos rever a viabilidade de nossas operações comerciais na China. Decidimos que não vamos continuar a censurar os resultados no Google.cn, e nas próximas semanas vamos discutir com o governo chinês bases para continuar operando um mecanismo de buscas sob a lei, se possível. Reconhecemos que isso pode levar ao fechamento do Google.cn e potencialmente nossos escritórios na China.

A decisão de reavaliar as operações comerciais na China foi muito difícil, e sabemos que sofreremos potenciais consequências. Queremos deixar claro que esta ação foi motivada por nossos executivos nos Estados Unidos, sem o conhecimento ou envolvimento dos empregados na China, que trabalharam duro para tornar o Google.cn o sucesso que é hoje. Estamos comprometidos a trabalhar responsavelmente para resolver os difíceis tópicos levantados agora”.

Eu não sei com qual intenção o Google está se colocando numa posição contrária ao governo do país, ameaçando a fechar as suas operações no país. Tudo bem que eles também citem que vários alvos de ataques vindos da China ao Gmail eram ativistas de direitos humanos e que apesar deles terem sido bloqueados e apenas dois foram bem sucedidos, porém somente os assunto puderam ser vistos.

A negociação deve ser boa e ninguém vai querer sair perdendo, apesar do Google já ter se colocado na posição de que de não vai ceder ao governo chinês, mesmo que seja para fechar os negócios na China. Bem, se a Microsoft e o Yahoo apoiarem a ação do Google contra a repressão de conteúdo e a liberdade do povo na internet.

Apesar de que, na minha singela opinião, está arriscado ao governo criar um serviço de buscas obrigatórios que além de filtrar mais o conteúdo, vai fortalecar o “Grande Firewall” que eles tem utilizado. Mas vamos esperar pelos próximos capítulos dessa negociação e de como vai terminar essa estória para o povo Chinês.

Internet

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O jornalismo sempre foi muito agressivo e algoz para ter furos de reportagem ou entrevistas exclusivas, mas isso desde a época que somente tinhamos o jornal impresso. Depois que a televisão se tornou um meio popular e os telejornais ganharam o status de principal fonte de notícia da população, a agressividade pela audiência se tornou impossível de ser controlada.

Nas emissoras que tem um índice de audiência menor, como a redetv, record e sbt, fazem a notícia de crimes com alguma repercussão gerada pela Globo, virarem sensasionalistas e passam a ocupar a maior parte de sua programação diária semanal. Mesmo quando o crime termina, independente de como, a notícia ainda perdura por algumas semanas.

Manipulação e sensacionalismo no jornalismo da televisão
Imagem por Crucsou-Barus

Foi assim nos últimos casos de grande repercussão, o da menina Isabella e o da jovem Eloá, em que a mídia sensacionalista somente atrapalhou as investigações e as negociações nos casos, respectivamente. té que ponto os jornalistas se preocupam com responsabilidade deles ao atrapalhar o trabalho da polícia, que já não é tão bem treinada assim para casos de repercussão e negociações longas e profissionais.

No caso Isabella, as emissoras contrataram peritos profissionais para darem pseudos laudos do que poderia ter acontecido, entrevistaram testemunhas, motaram campana na porta do prédio e na casa dos Nardoni, entrevistaram os acusados antes da polícia e muitas outras coisas que não me recordo. Já no caso Eloá, o excesso foi bem maior, eles simplesmente montaram campana 24hrs, mostraram ao vivo toda a movimentação do sequestrador e da polícia, antecipavam os passos da polícia, entrevistavam o sequestrador e mantinham o seu telefone celular ocupado o tempo todo, culparam a polícia por falta do efeito surpresa e muitos outros erros que passaram do limite, porém nenhum superou a equipe da Sonia Abraão que se passou por negociador da polícia para falar com o Lindberg.

O jornalismo televisivo tem o poder de manipular a opinião pública e fazer cm que inocentes virem culpados e culpados virem inocentes. Como a repercussão é grande e a audiência é grande vale tudo para manter o assunto na pauta do dia. É impressionante como o próprio público não se ve manipulado pelas emissoras e não percebe que ora eles lhe colocam com ódio eterno do bandido e ora eles te fazem sentir pena dele.

O pior é que nos próximos crimes que houver cobertura da televisão será feito o mesmo tipo de sensacionalismo e cobertura irresponsável, pois não há ninguém no país que possa proibir esse tipo de coisa. E a proibição do sensacionalismo, mesmo que qm busca da segurança da vítima, será tachada de censura ou de obstrução da notícia para a população.

O mesmo começa a acontecer na internet que tem uma audiência mais fiel e que está migrando cada vez mais da televisão. Porém eles não estão acostumados com textos muito elaborados e com opiniões bem desenvolvidas, com isso acabam indo para os portais de notícias convencionais e manipuladores.

Televisão e Revista

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