Ontem eu fui ao Maracanã para assistir a fatídica derrota do Fluminense para a LDU, na final da Copa Libertadores. Apesar de não torcer para o tricolor carioca, fui lá dar uma forcinha para o meu irmão (que é meio doente com o fluminense). E mais uma vez pude comprovar o desrespeito a torcida por parte dos organizadores.

Depois do escândalo da venda dos ingressos para a partida, o que se vu ontem no Maracanã foi um desrespeito total. Vamos aos relatos e você entenderá o que estou falando.

Chegamos ao entorno do estádio por volta das 18:00 hs, para garantirmo a vaginha para o carro e evitarmos o engarrafamento, que certamente aconteceria mais tarde (e realmente aconteceu). Como estava cedo e tinhamos a certeza que dentro do Maraca não estava sendo vendida cerveja, paramos no bar mais próximo da entrada e começaram os preparativos pré-jogo (apesar de não beber cerveja).

A torcida começou a entrar no estádio e os preparativos ainda rolavam, afinal de contas era muito cedo para ficar lá dentro sentados. Quando o relógio marcou 20:30h, encerramos os trabalhos externos e nos dirigimos a entrada das cadeiras azuis, aonde era a antiga geral, e eis que nos surpreendemos com os portões fechados.

Tentamos nos informar porque os portões estariam fechados e ninguém sabia de nada, nem a polícia e nem os funcionários da SUDERJ, que é a responsável (ou irresponsável) pela administração do estádio. A única coisa que dava para ter certeza era da iminência de uma confusão generalizada, pois os torcedores estavam com ingressos do lado de fora do estádio. E adivinhem …. Não deu outra, torcedores começaram a puxar o portão, enquanto outro começarama invadir e o empurra-empurra se iniciou, na tentativa de passar pela fresta aberta.

A polícia, que não teve culpa de nada, apenas cumpriu a ordem da SUDERJ de fechar o portão, inteligentemente não interferiu na entrada dos torcedores que conseguiram passar pelo portão. Imaginem se ela começasse a dar cacetadas nos torcedores? Seria uma tragédia.

Nesse momento do empurra-empurra que passei o maior sufoco, pois como tenho deficiência e meu equilíbrio não é dos mais confiáveis quase cai e se isso acontecesse certamente teria sido pisoteado. Mas consegui sair da confusão e me agarrar ao portão, numa área que tinha ficado aberta. Consegui entrar durante o sufoco (não me perguntam como).

Quanto ao jogo, não vou comentar. Até porque os grandes jornais e portais tem comentários e charges humorísticas demais (se quiser ver comentários clique aqui, aqui e aqui. Mas posso dizer que a torcida fez sua parte, compareceu, mesmo com o problema de falta de ingressos e compra com ágil na mão de cambistas que chegavam a vender ingressos, que custavam R$60,00, por R$200,00.

A torcida merece mais respeito por parte de quem organiza esse tipo de evento. Além disso o governo do estado tem que ficar de olho no que acontece, pois senão a coisa nunca vai mudar.

Deficientes e Idosos, Esportes

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Colocar os deficientes na Ala Leste Superior com apenas 6 lances de rampa intermináveis?? Deve ser alguma tentativa de fazer com que o torcedor deficiente (que não paga o ingresso) desista de ir aos jogos do Botafogo no Engenhão.

Como não sei se todos sabem o autor desse singelo blog é deficiente ( não sou cadeirante) e botafoguense, e ontem teve umas das piores experiências de sua vida ao ir para o jogo Botafogo x Corinthians no Engenhão, que passa a lhes contar agora.

Eu já sabia que a gratuidade era no setor leste, que fica em uma rua estreita e inverso ao das conduções de massa (trens e ônibus), fazendo com que os deficientes, idosos e crianças andem um bom pedaço. Como os ingressos para este setor são concorridos pelo preço mediano (ontem custava R$ 20,00) e porque é o único setor que as crianças até 12 anos não pagam o tumulto na entrada era grande e os cadeirantes não tinham como passar (talvez mais por falta de educação que pelo tumulto, mas ..) e entrar no estádio.

Ao passar por está etapa árdua e cansativa, pois o pessoal nem quer saber e empurra mesmo, e que veio o pior. Para se chegar no setor onde a gratuidade é concedida o deficiente e o idoso tem que subir nada mais nada menos que 7 rampas que não são íngremes, mas são bem longas (os elevadores não são abertos ao público ou pelo menos não podiam ser usados) . Ao chegar lá em cima (quase morto de tão cansado) pude perceber uma coisa, não existe lugares para os coitados dos cadeirantes porque para ter acesso a arquibancada tem uma escada.

Fiquei pensando, antes do jogo começar, como o estádio olimpico tinha sido um exemplo de acessibilidade no Pan 2007 e agora estava essa dificuldade toda. E a pergunta teve sua resposta ao final da partida quando estava indo embora. O local destinado aos cadeirante e deficientes  (atrás dos gols) fica na região onde o clube colocou os ingressos mais baratos e, também, é onde ficam as torcidas organizadas do clube.

Isso é um absurdo que fazem com os deficientes e idosos que poderiam ao menos ficar na Ala Leste Inferior, pois assim evitaria a subida da rampa. Alguém tinha que repensar sobre o assunto ou tomar uma atitude contra isso.

Babado nãoA CBF assinou junto aos Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais da Justiça (CNPG), hoje, um documento onde fica expressamente proibida a venda de bebidas alcoólicas em estádios durantes os jogos organizados pela entidade. Ele também regulamenta a elaboração dos Laudos Técnicos de Estádios.

O presidente da CBF, RicardoTeixeira, acredita que o acordo é um avanço na busca pela segurança do torcedor nas partidas de futebol. Já o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro reconheceu que a proibição de venda de bebidas alcoólicas é uma questão polêmica, mas que produziu bons resultados nos estádios em que o fato aconteceu, como no caso do Mineirão, em Belo Horizonte, nos estádios de São Paulo e Rio Grande do Sul, em que a proibição tem forma de lei.

Eu acredito que a medida tenha boas intenções, porém se não for extensiva ao entorno do estádio de nada vai adiantar, pois o torcedor vai chegar calibrado para a partida. Eu ainda acredito que o problema tem nome e sobrenome e atende por Torcida Organizada, enquanto nada for feito para coibir a rivalidade que existe entre elas não vai adiantar somente tirar a cerva da rapaziada do bem. 

Esportes

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