As igrejas e a política

As igrejas, sejam elas católicas ou protestantes (evangélicas), tem uma tendência a entrarem em discussões políticas ou discutir política como se fosse a sua principal função na sociedade. Desde que comecei a estudar história e religião, no antigo ginásio, que vejo a interferência da igreja na sociedade e na política.

A igreja católica, na idade média, era o poder propriamente dito e fazia de tudo para obter conquistas, até guerra, e nome de Deus. Seu alto clero (Papa, Bispos, Arcebispos e Cardeais) preocupavam-se, basicamente, com política, economia, conquistas e riquezas para a igreja. Ela destruiu grande parte da cultura mundial, pois achava que podia abalar a sua estrutura ou a levar os fiéis contra as suas práticas.

Com a chegada do protestantismo, com Lutero, a igreja passou a perder terreno político e seus fiéis passaram a se converter e entender o que acontecia. Com isso a igreja católica continuou com os seus pensamentos retrógrados e conservadores, que continuam até hoje, durante os anos e a perda de fiéis e espaço tem sido maior a cada ano.

O que mais me impressiona é que a igreja protestante (evangélica) está fazendo exatamente o que a igreja católica fez no passado, acumulado riqueza, monopolizando politicamente os fiéis e numa guerra, que não é sangrenta, mas de marketing.

Na minha opinião a igreja deve se colocar ao seu lugar na sociedade e apenas cumprir o seu papel de elevar a fé dos seus fiéis em Deus, de elevar os princípios morais e éticos perante a sociedade e discutir amplamente sobre as escrituras. Não é função da igreja definir o que é certo na política ou economia, até porque padres e bispos são formados em teologia e não em economia.

Veja o que a igreja católica falou do governo Lula (e olha que eu não sou fã do presidente) ao tratar do tema “A política econômica do Brasil frente à crise”, a análise aponta que “o presidente continua dando força ao agronegócio e à mineração, sem atentar para os danos ambientais”, e que isso gerará “a crise ecológica” no país.

“Tudo se passa como se o aumento da produção para a exportação fosse uma solução e não um paliativo que adia a crise econômica, mas antecipa a crise ecológica, que é muito mais grave e que prejudicará mais os mais pobres do que os ricos”, diz um trecho do texto.

O documento tem dez páginas e é assinado por padres e teólogos que são assessores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Politica e Legislação

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Esta semana uma liminar da justiça do Rio de Janeiro, proibiu o culto religioso nos trens urbanos da cidade, que são controlados pela concessionária Super Via. De acordo com a decisão, a SuperVia deve recolher aparelhos musicais e microfones dos pregadores. Até o fim da viagem, a aparelhagem será mantida na cabine. Do contrário, a concessionária está sujeita a multa diária de R$ 10 mil.

As igrejas evangélicas, colocaram a boca no trombone, dizendo que essa liminar é incostitucional e vai contra o direto de culto e que seria um preconceito contra os protestantes. Para se ter noção do teor das declarações de lideres da igreja evangélica, que é a maior utilizadora dessa metodologia de culto em meios de transportes, vamos ver algumas delas:

O teólogo Veracy Neves, administrador da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu: “Ainda resiste a visão de que só a Igreja Católica tem direito a manifestações religiosas. Ninguém fala nada de procissão católica.”

Pastor Jorge Rabello, da Igreja Ministerial Conquistando Nações: “A mensagem tem que ser rápida e eficaz para tocar o coração e não enfadar.”

Alexandre Marques, pastor presbiteriano da Igreja Reformada Ecumênica: “Existem locais e formas de pregação que respeitem a liberdade de pessoas que não querem ouvir aquela mensagem. Elas também têm direito de viajar de trem em silêncio. É possível realizar atos religiosos em locais públicos em que não se grite, invada e nem se pratique coação contra ninguém. Já presenciei coisas absurdas no trem, como pessoas querendo arrancar guias do candomblé dizendo que são do demônio. Não se pode ferir o direito do outro.”

O que eu posso perceber com as declarações do administrador da primeira Igreja Batista é que ele quer comparar uma procissão católica, normalmente feita uma vez por ano, com divulgação diária da igreja em meios de transportes. Uma coisa é passar uma legião de pessoas rezando a sua porta a outra é você diariamente ter que ir ou retornar do trabalho ouvindo pessoas gritando o que você não pediu para ouvir.

Já a declaração do pastor Jorge Rabello é mais condizente, pois mesmo que seja gritando, se for breve e única, não incomodará as pessoas que tem outra crença ou que não estejam dispostas a ouvir. A mensagem com certeza atingirá a todos aqueles que estiverem com o coração aberto e a aceitarem, os demais não vai adiantar forçar que não vai acontecer.

Já o alexandre Marques foi super sensato e, com certeza, se fosse aplicada dessa forma a “igreja” não teria problema com os demais passageiros e nem geraria a antipatia por parte de algumas pessoas. Mas quem sou eu para determinar o que é certo e errado, somente acho justo que cada um tenha a sua liberdade e que sua privacidade não seja invadida.

Geral

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Uma igreja nos Estados Unido colocou em seu letreiro a pergunta: Osam e Obama são irmãos?

osama-obama

O pastor Roger Byrd, que comanda a Igreja de Deus de Jonesville, disse que a idéia era apenas fazer as pessoas refletirem. 

Veja os dois (Osama e o Obama, respectivamente):

osama obama

Não sei o que levou os pastores dessa igreja a omarem essa decisão, até porque eles são muito parecidos, tem a mesma cor de pele e andam armados por ai. Isso só pode ser pela semelhança no nome que, por sinal, é a única que consigo ver.

 


Geral

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