O Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, anunciou que vai tirar o fuzil das mãos dos políciais e que agora eles passariam a usar carabinas, que são menos letais. O plano iria ser iniciado, somente, em outubro, porém será antecipado, segundo o secretário.

O grande problema de usar carabinas é que ao subir um morro ou entrar em uma favela, ela não será eficiente como um fuzil e os policiais, que já são mal remunerados e tem a sua vida colocada a prova diariamente, teoricamente estarão em desvantagem. E qual seria a solução para isso? Vamos ter menos ações nos morros e favelas do Rio e o tráfico ficará livre para comercializar a sua droga.

Na minha opinião, isso nada mais é que um acordo para que se pare com o tiroteio entre PM e bandidos nas ruas, o que faria o número de vítimas de balas perdidas, em confrontos, diminuir e conseqüentemente vamos ver menos casos na televisão. Uma outra questão importante, que não é vista ou ao menos entra na paua da polícia, é a questão de uma boa ouvidoria e um disque denúncia, onde um cidadão anônimo, possa reclamar da polícia seja feito com efetividade e tenha uma investigação real e séria para cada caso.

O que temos, nas ruas do Rio de Janeiro, são policiais mau treinados, mau remunerados e que se rendem ao sistema de corrupção entranhado que existe na nossa polícia. Enquanto esses três problemas não forem resolvidos, não vai adiantar trocar fuzil por armas de chumbinho, pois pessoas vão continuar morrendo.

Porém o que mais me assustou, foram essas duas declarações do secretário: “Esse bandido chamado fuzil, quero aposentá-lo. Vamos extingüir o fuzil.” e “No Rio de Janeiro há uma legião de excluídos, que não sabem os seus direitos e não sabem o que é lei.”