O futebol carioca está mesmo uma bagunça e os tribunais desportivos não tem moral nem para decidir mais nada. Este ano o problema foi com o Vasco da Gama, que não tinha quase nenhum na era Eurico Miranda ou eram resolvidos de forma meio duvidosa, e teve o seu caso julgado pelo Tribunal de justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ).

O problema foi a escalação do meia Jeferson no jogo com o Americano. O jogador deixou o Brasiliense em 2005, reclamando de atrasos no salário e no depósito do FGTS e o clube entrou com uma ação, na época, e no dia 22 de janeiro a 1ª Vara da Justiça do Trabalho de Taguatinga deu ganho de causa, suspendendo o contrato do jogador com a equipe carioca.

roberto-vasco

No entanto, o Vasco conseguiu uma liminar suspendendo o mandado de segurança obtido pelo Brasiliense que cancelava o contrato do jogador. Assim, o clube de São Januário enviou um fax para a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) no dia do jogo. No entanto, não havia expediente na Ferj e o documento, portanto, não foi recebido.

O Vasco foi denunciado no artigo 214 (incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Como perdeu em primeira instância o clube recorreu ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, onde também foi derrotado e teve a perda dos seus 6 pontos mantidas. Eis que surgue uma luz no fim do tapetão para salvar os vascaínos de ficar fora das semi-finais do campeonato carioca.

O Ministério Público de Brasília distribuiu, num termo bem técnico do judiciário, uma  nota oficial afirmando que os dois tribunais desportivos não tinham competência para julgar casos trabalhistas, interferindo indevidamente numa decisão judicial. O que coloca novamente o Vasco nas semi finais do Carioca, que será disputda durante o carnaval.

Com essa mudança repentina teremos o clássico Fla x Flu, no sábado, e Botafogo x Vasco, no domingo. Para os turistas que estão no Rio para curtir o carnaval a medida da justiça não poderia ter sido melhor e numa hora mais propícia, pois assistir Flamengo x Redende seria uma injustiça.

As informações são desencontradas e alguns meios de comunicação afirmam que o TJD-RJ irá manter a decisão onde o vasco pederia os pontos e permaneceria de fora das semi-finais. Contudo o STJD poderá interferir e casa de o ganho de causa para o Vasco as partidas que acontecerem durante o carnaval seriam anuladas e novas particas teriam que ser jogadas.

Uma observaão que deve ser feita, e em tempo ainda, é que o presidente do Vasco está com receio de entrar em campo e ser eliminado injustamente da competição por ferir o artigo 231, que proíbe que agremiações entrem ou se beneficiem de decisões fora da esfera esportiva. Com isso a novela do campeonato dos desacreditados continua.

Esportes

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Ontem eu fui ao Maracanã para assistir a fatídica derrota do Fluminense para a LDU, na final da Copa Libertadores. Apesar de não torcer para o tricolor carioca, fui lá dar uma forcinha para o meu irmão (que é meio doente com o fluminense). E mais uma vez pude comprovar o desrespeito a torcida por parte dos organizadores.

Depois do escândalo da venda dos ingressos para a partida, o que se vu ontem no Maracanã foi um desrespeito total. Vamos aos relatos e você entenderá o que estou falando.

Chegamos ao entorno do estádio por volta das 18:00 hs, para garantirmo a vaginha para o carro e evitarmos o engarrafamento, que certamente aconteceria mais tarde (e realmente aconteceu). Como estava cedo e tinhamos a certeza que dentro do Maraca não estava sendo vendida cerveja, paramos no bar mais próximo da entrada e começaram os preparativos pré-jogo (apesar de não beber cerveja).

A torcida começou a entrar no estádio e os preparativos ainda rolavam, afinal de contas era muito cedo para ficar lá dentro sentados. Quando o relógio marcou 20:30h, encerramos os trabalhos externos e nos dirigimos a entrada das cadeiras azuis, aonde era a antiga geral, e eis que nos surpreendemos com os portões fechados.

Tentamos nos informar porque os portões estariam fechados e ninguém sabia de nada, nem a polícia e nem os funcionários da SUDERJ, que é a responsável (ou irresponsável) pela administração do estádio. A única coisa que dava para ter certeza era da iminência de uma confusão generalizada, pois os torcedores estavam com ingressos do lado de fora do estádio. E adivinhem …. Não deu outra, torcedores começaram a puxar o portão, enquanto outro começarama invadir e o empurra-empurra se iniciou, na tentativa de passar pela fresta aberta.

A polícia, que não teve culpa de nada, apenas cumpriu a ordem da SUDERJ de fechar o portão, inteligentemente não interferiu na entrada dos torcedores que conseguiram passar pelo portão. Imaginem se ela começasse a dar cacetadas nos torcedores? Seria uma tragédia.

Nesse momento do empurra-empurra que passei o maior sufoco, pois como tenho deficiência e meu equilíbrio não é dos mais confiáveis quase cai e se isso acontecesse certamente teria sido pisoteado. Mas consegui sair da confusão e me agarrar ao portão, numa área que tinha ficado aberta. Consegui entrar durante o sufoco (não me perguntam como).

Quanto ao jogo, não vou comentar. Até porque os grandes jornais e portais tem comentários e charges humorísticas demais (se quiser ver comentários clique aqui, aqui e aqui. Mas posso dizer que a torcida fez sua parte, compareceu, mesmo com o problema de falta de ingressos e compra com ágil na mão de cambistas que chegavam a vender ingressos, que custavam R$60,00, por R$200,00.

A torcida merece mais respeito por parte de quem organiza esse tipo de evento. Além disso o governo do estado tem que ficar de olho no que acontece, pois senão a coisa nunca vai mudar.

Deficientes e Idosos, Esportes

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