Quem lembra daquele funk que dizia que "um tapinha não doi", composto e cantado pelo MC Naldinho, que por bastante tempo embalou os bailes funks e algumas pistas de dança? Para quem não lembra clique aqui e relembre.
Pois é após oito anos (isso mesmo que você leu) a justiça condenou a Furacão 2000 a pagar uma multa de 500 mil reais porque a música banaliza a violência contra a mulher, transmite uma visão preconceituosa contra a imagem da mesma, além de dividir as mulheres em boas ou más conforme sua conduta sexual.
Na época da abertura do processo, o então procurador Regional dos Direitos do Cidadão Paulo Gilberto Cogo Leivas afirmou que "esse tipo de música ofende não só a dignidade das mulheres que comportam-se de acordo com o descrito em suas letras, mas toda e qualquer mulher, por incentivar à violência, tornarem-na justificável e reproduzirem o estigma de inferioridade ou subordinação em relação ao homem".
A Furacão 2000 disse que vai recorrer da senteça. Até porque o valor corrigido da multa pode chegar a 1 milhão de reais e o Romulo Costa (proprietário da produtora e equipe de som) disse que não tem esse dinheiro todo.
Mas convenhamos que é isso é o retorno, indireto, da censura. Se realmente for mantida a sentença sobre a música, serão aberto precedentes para que possam processar qualquer funk que fale de sensualidade e que tenha uma letra mais quente. Ao meu ver se comporta como a música quem quer e ouve quem quer, pois todos temos a liberdade e nosso livre arbitrio para escolhermos o que é melhor.
Não que eu seja a favor do funk ou contra, apenas não gosto de ter um direito de escolha censurado.


