A “Lei Seca” deve ser alterada pelo CONTRAN
O CONTRAN está estudando junto ao Inmetro e ao Ministério da Saúde a nova tolerância para a nova lei seca no trânsito.A lei que está em vigor ainda é a de 6 de Janeiro de 2002, que indica embriaguez ao volante quando excedido o limite de 0,3 mg/l de ar expirado no etilômetro (bafômetro para os íntimos) e leva a pena de 6 meses a 3 anos de prisão.
O problema encontrado está na tolerância dos etilômetros que é de 0,032 mg/l para concentrações menores que 0,nad4 mg/l segundo o Inmetro. Outro estudo que está sendo feito é o para pessoas com problemas renais ou que necessitem ingerir remédios com teor alcoólico, neste caso o CONTRAN aguarda o posicionamento do Ministério da Saúde.
Esses dois casos devem levar a alteração da legislação, porém não pensem que a coisa vai melhorar pois somente será acrescentada a tolerância ao limite e as exceções a lei (se assim forem necessárias). Com isso o limite de embriaguez passará a ser de 0,332 mg/l (aqueles dois chopinhos).
Cabe aos motoristas que forem parados, terem atenção ao bocal do aparelho que não pode, em hipótese nenhuma, ser reaproveitado.
Para se ter noção do problema que estamos enfrentando no trânsito brasileiro vejam parte de uma notícia que saiu no jornal O DIA – “Até ontem, 665 motoristas foram reprovados no teste do bafômetro nas rodovias federais desde a entrada em vigor da nova legislação de trânsito. Desse total, 296 condutores foram presos por dirigir com mais de 0,3 mg de álcool por litro de ar expirado. Outras 369 pessoas foram flagradas com até 0,3 mg/l. Os detidos podem ser liberados mediante fiança que pode chegar a R$ 4 mil.”
Enquanto alguns estão aprovando a lei, por ela estar melhorando a disciplina dos motoristas e diminuindo os acidentes, outros não estão gostando nem um pouco. Os donos de bares do Rio de Janeiro registraram a maior queda nas vendas de bebidas alcoólicas de todos os tempos, chegando a casa de 25% de redução. O sindicato de hotéis, bares e restaurantes de são Paulo, Florianópolis e Belo Horizonte estão estudando uma forma de entrar na justiça para que a lei seja flexibilizada e ajustada com a maioria dos países, onde na média se aceita 6 decigramas de álcool por litro de sangue.
Uma das alegações que tem fundamento é a de que antes não havia fiscalização nenhuma e agora está amedrontando os motoristas. O que eles vão pedir é que a lei seja flexivel e a fiscalização continue. Eu cheguei a comentar isso no primeiro post sobre o assunto e acho que a medida correta é a fiscalização de forma correta (com multa e prisões).
UPDATE 04/07: Não podia deixar de fora desse post a declaração mais “sóbria” (sem trocadilho) de todos os tempos, que foi dada ao jornal O Dia nessa matéria: “O ministro adiantou que o governo já tem uma resolução pronta que altera o procedimento das autoridades de trânsito quanto à aplicação da nova lei. Tarso afirmou ainda que é preciso que se estude um limite razoável de tolerância da bebida para que injustiças não sejam cometidas para quem não se excedeu.”
Automotivo, Politica e Legislação
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