Em alguns momentos da vida é interessante você ver que o nosso governo realmente se preocupa com as famílias de baixa renda e desenvolve vários projetos que visam ajuda-las a se manter nessa selva de pedra que é o capitalismo. Dessa vez ainda não use nada do meu sarcasmo natural e a ideia é realmente louvável, porém todos nós sabemos que qualquer construção ou compra efetuada sempte sai pelo dobro do preço normal e todas aquelas “burrocracias” governamentais, que não adiantem nada e só aumentam o custo das coisas.

O governo federal está implantando o projeto Minha Casa, Minha Vida que visa contruir 1 milhão de casas para a população de baixa renda e, diversos municípios do Brasil. Ele vai contemplar apenas famĩlias que recebem menos que 10 salários mínimos (quase 5.000 reais)  como renda familiar.

Para obter mais iformações acese o site http://www.minhacasaminhavida.gov.br

modelo de acessibilidade para casas - desenho universal

Até então tudo muito bom para ser verdade né? O governo federal apenas esqueceu que nas famílias de baixa renda existem deficientes e não contemplou NENHUMA casa adaptada para ter acessibilidade no programa. Pelo menos eles poderiam seguir os modelos de desenho universal que contempla a acessibilidade.

Ou seja, as famílias que tiverem um deficiente e  participarem do programa terão duas escolhas: A primeira seria adaptar a casa com recursos próprios e a segunda é fazer com que o deficiente se adapte ao ambiente (tomando banho na cozinha, dormindo na sala, etc.).

Quando será que teremos um governo realmente preocupado com a população como um todo, principalmente com os que mais precisam de ajuda? Seria muito complicado para as autoridades mudarem o projeto de lei e colocar algumas casas acessíveis? Esse é o nosso Brasil!

Via Comdef-RJ

Deficientes e Idosos

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Ontem eu fui ao Maracanã para assistir a fatídica derrota do Fluminense para a LDU, na final da Copa Libertadores. Apesar de não torcer para o tricolor carioca, fui lá dar uma forcinha para o meu irmão (que é meio doente com o fluminense). E mais uma vez pude comprovar o desrespeito a torcida por parte dos organizadores.

Depois do escândalo da venda dos ingressos para a partida, o que se vu ontem no Maracanã foi um desrespeito total. Vamos aos relatos e você entenderá o que estou falando.

Chegamos ao entorno do estádio por volta das 18:00 hs, para garantirmo a vaginha para o carro e evitarmos o engarrafamento, que certamente aconteceria mais tarde (e realmente aconteceu). Como estava cedo e tinhamos a certeza que dentro do Maraca não estava sendo vendida cerveja, paramos no bar mais próximo da entrada e começaram os preparativos pré-jogo (apesar de não beber cerveja).

A torcida começou a entrar no estádio e os preparativos ainda rolavam, afinal de contas era muito cedo para ficar lá dentro sentados. Quando o relógio marcou 20:30h, encerramos os trabalhos externos e nos dirigimos a entrada das cadeiras azuis, aonde era a antiga geral, e eis que nos surpreendemos com os portões fechados.

Tentamos nos informar porque os portões estariam fechados e ninguém sabia de nada, nem a polícia e nem os funcionários da SUDERJ, que é a responsável (ou irresponsável) pela administração do estádio. A única coisa que dava para ter certeza era da iminência de uma confusão generalizada, pois os torcedores estavam com ingressos do lado de fora do estádio. E adivinhem …. Não deu outra, torcedores começaram a puxar o portão, enquanto outro começarama invadir e o empurra-empurra se iniciou, na tentativa de passar pela fresta aberta.

A polícia, que não teve culpa de nada, apenas cumpriu a ordem da SUDERJ de fechar o portão, inteligentemente não interferiu na entrada dos torcedores que conseguiram passar pelo portão. Imaginem se ela começasse a dar cacetadas nos torcedores? Seria uma tragédia.

Nesse momento do empurra-empurra que passei o maior sufoco, pois como tenho deficiência e meu equilíbrio não é dos mais confiáveis quase cai e se isso acontecesse certamente teria sido pisoteado. Mas consegui sair da confusão e me agarrar ao portão, numa área que tinha ficado aberta. Consegui entrar durante o sufoco (não me perguntam como).

Quanto ao jogo, não vou comentar. Até porque os grandes jornais e portais tem comentários e charges humorísticas demais (se quiser ver comentários clique aqui, aqui e aqui. Mas posso dizer que a torcida fez sua parte, compareceu, mesmo com o problema de falta de ingressos e compra com ágil na mão de cambistas que chegavam a vender ingressos, que custavam R$60,00, por R$200,00.

A torcida merece mais respeito por parte de quem organiza esse tipo de evento. Além disso o governo do estado tem que ficar de olho no que acontece, pois senão a coisa nunca vai mudar.

Deficientes e Idosos, Esportes

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Colocar os deficientes na Ala Leste Superior com apenas 6 lances de rampa intermináveis?? Deve ser alguma tentativa de fazer com que o torcedor deficiente (que não paga o ingresso) desista de ir aos jogos do Botafogo no Engenhão.

Como não sei se todos sabem o autor desse singelo blog é deficiente ( não sou cadeirante) e botafoguense, e ontem teve umas das piores experiências de sua vida ao ir para o jogo Botafogo x Corinthians no Engenhão, que passa a lhes contar agora.

Eu já sabia que a gratuidade era no setor leste, que fica em uma rua estreita e inverso ao das conduções de massa (trens e ônibus), fazendo com que os deficientes, idosos e crianças andem um bom pedaço. Como os ingressos para este setor são concorridos pelo preço mediano (ontem custava R$ 20,00) e porque é o único setor que as crianças até 12 anos não pagam o tumulto na entrada era grande e os cadeirantes não tinham como passar (talvez mais por falta de educação que pelo tumulto, mas ..) e entrar no estádio.

Ao passar por está etapa árdua e cansativa, pois o pessoal nem quer saber e empurra mesmo, e que veio o pior. Para se chegar no setor onde a gratuidade é concedida o deficiente e o idoso tem que subir nada mais nada menos que 7 rampas que não são íngremes, mas são bem longas (os elevadores não são abertos ao público ou pelo menos não podiam ser usados) . Ao chegar lá em cima (quase morto de tão cansado) pude perceber uma coisa, não existe lugares para os coitados dos cadeirantes porque para ter acesso a arquibancada tem uma escada.

Fiquei pensando, antes do jogo começar, como o estádio olimpico tinha sido um exemplo de acessibilidade no Pan 2007 e agora estava essa dificuldade toda. E a pergunta teve sua resposta ao final da partida quando estava indo embora. O local destinado aos cadeirante e deficientes  (atrás dos gols) fica na região onde o clube colocou os ingressos mais baratos e, também, é onde ficam as torcidas organizadas do clube.

Isso é um absurdo que fazem com os deficientes e idosos que poderiam ao menos ficar na Ala Leste Inferior, pois assim evitaria a subida da rampa. Alguém tinha que repensar sobre o assunto ou tomar uma atitude contra isso.

aposentado Nosso presidente, que nunca sabe de nada, quer apoio da base aliada para vetar o projeto que será votado no Congresso Nacional. As duas propostas previdenciárias, uma que acaba com o fator previdenciário e a outra que estende aos inativos o reajuste do salário mínimo, e a emenda 29, que destina mais recursos federais, estaduais e municipais para a saúde, estão causando dor de cabeça ao nosso presidente, pois elevará os gastos do governo e ele diz que não tem de onde tirar o dinheiro.

A emenda 29 diz que a União deve repassar 8,5% da sua receita bruta, os Estados deverão repassar 12% de sua arrecadação e os municípios 15% para o setor da saúde (que nem tá precisando né?).

Uma das propostas previdenciárias diz que estende para aposentados e pensionistas do INSS o reajuste de 4,5%. A previsão é estender o percentual para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Segundo governistas, a medida poderá custar R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos.

A outra proposta é a de acabar com o fator previdenciário. Ele já gerou ganhos de R$ 10 bilhões para os cofres públicos. Como o aumento é gradativo, conforme vão sendo concedidas as novas aposentadorias, somente no ano passado foram R$ 3,4 bilhões. Neste ano, segundo ele, a economia poderia ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões.

Senho Presidente “Çilva” os aposentados precisam se vestir, comer, comprar remédios, morar e pagar suas contas. Se você não sabe de onde tirar o dinheiro pode me perguntar que eu te digo.

Que tal começarmos cortando os auxílios para manter as crianças na escola? Ir a escola é um dever (não só da criança como da mãe) e não deve ter salário para isso. Que tal conceder menos bolsas famílias para quem não precisa? Já tivemos diversos casos. Que tal tirar um pouco dos benefícios dos nossos congressistas e senadores? Eles precisam de algumas regalias mas não de tantas.

Está bom, ou precisa de mais??