A lei seca simplesmente virou pizza
Os motoristas que tiveram a habilitação apreendida pelas autoridades durante a Operação Pressão Total, que visava o cumprimento da lei seca poderão pegar de volta o documento no Detran. Segundo um ofício do Denatran (Orgão máximo da legislação de trânsito) os documentos devem ser devolvidos assim que o motorista for liberado na Blitz, portanto os agentes não devem apreender o documento do motorista, porém isso não quer dizer que o condutor alcoolizado vai escapar impune do processo administrativo que será instaurado e decidirá se ele perderá o direito de dirigir ou não.

Imagem por Bocadorada
No meu ponto de vista isso abranda muito a lei, pois do jeito que as coisas são demoram na justiça e tribunais do Brasil, o motorista só vai se julgado muito tempo depois e durante esse tempo ele poderá continuar a dirigir sem problemas e, provavelmente, não se preocupará com a bebida, porque é uma prova viva de que a impunidade persiste no país.
Quando eu fiz os outras postagens A Lei seca no trânsito e suas consequências e a Problemas decorrentes da lei seca não imaginava que isso poderia acontecer. O que mais me deixa impressionado é que se fez uma força enorme para que a lei fosse a mais rigorosa possível e agora voltamos, basicamente, a lei antiga que não punia ninguém e não fiscalizava ninguém.
Isso novamente prova que o país não tem preparo suficiente para legislar as suas próprias leis, que se entranham umas nas outras e no fim de tudo uma anula a outra. Precisamos de uma reforma geral na legislação brasileira, tanto na cível, criminal, trabalhista e orçamentária, pois sem mudanças continuaremos com todas as brechas possíveis, Habeas Corpus inexcrupulosos e impunidade para aqueles que conseguem pagar um bom advogado.
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O CONTRAN está estudando junto ao Inmetro e ao Ministério da Saúde a nova tolerância para a nova lei seca no trânsito.A lei que está em vigor ainda é a de 6 de Janeiro de 2002, que indica embriaguez ao volante quando excedido o limite de 0,3 mg/l de ar expirado no etilômetro (bafômetro para os íntimos) e leva a pena de 6 meses a 3 anos de prisão.

