Prosseguindo a minha visão sobre as olimpíadas 2008 e a participação brasileira, posso dizer que não mudou muito e, até arrisco, a achar que estamos pior do que podiamos imageinar. As grandes promessas individuais de medalhas para o Brasil já disputaram suas provas e restam ainda poucas chances para os remanescentes.

Alguns atletas comovem a nação com suas lágrimas e pedidos de desculpas pelos erros e falhas cometidas, que impediram de chegar a tão sonhada medalha. Outros, mesmo com um resultado bem distante da medalha, se dizem felizes por terem chegado até ali e ter conseguido aquele resultado.

Isso me colocou a pensar em qual a diferença entre um atleta de alto nível e um atleta medíocre. e a conclusão que cheguei foi a seguinte: Um atleta de alto nível sabe onde ele pode chegar e é onde ele vai focar seu objetivo. Ninguém entra em uma competição para perder, mas nem todos podem ganhar.

Os atletas brasileiros ainda continuam com o mesmo pensamento de que só poderam obter resultados quando o esporte tiver apoio no Brasil. Tá certo que realmente falta apoio, mas também não é o motivo pelo qual os erros acontecem ou o principal motivo da nossa falta de performance. O Brasil tem centros de treinamentos de primeiro mundo, as nossas  equipes técnicas são das melhores do mundo e o nosso clima é perfeito para qualquer tipo de treinamento (tá eu sei que para a olimpíadas de inverno nos falta a neve, mas não é esse o caso). O que falta?

Então vamos por a culpa nas federações e confederações específicas do esporte. Mas o que tem haver a confederação ou federação com o resultado do atleta. Até que ponto isso influencia? eu acredito que em quase nada, pois cairíamos na mesma histórinha da falta de apoio e da necessidade de mudança. Afinal de contas, política é uma desgraça, seja ela no mundo esportivo, no econômico ou no país.

Na verdade, os nossos atletas tem que pensar grande e treinar para ganhar, não para se obter apenas marcas pessoais que não retratam o que o país espera deles. Pensemos grande que obteremos grandes resultados, vide o exemplo da China, se quisermos realmente sediar uma olimpíada nas terras descobertas por Cabral.

Esportes

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As Olimpíadas de Pequim estão dando um saldo negativo para o esporte brasileiro. Sabemos que não temos apoio e muito menos referências esportivas, que não sejam jogadores de futebol e, agora, no volei masculino.


Imagem por 4cuatros

As nossas grandes promessas de medalha estão ficando para trás e as esperanças cada vez mais reduzidas, ficando basicamente com os esportes coletivos, como vôlei masculino e feminino, volei de praia masculino e feminino e o futebol masculino e feminino, sendo que ainda temos muitas provas individuais que podem nos trazer medalhas. agora é aguardar e torcer.

Já, os chineses provaram que em 4 anos é possível se aprender um esporte e formar uma equipe competitiva, desde que se tenha investimento. Agora alcançar a meta deles seria um feito muito grande, pois ficar a frente dos EUA é muito complicado, principalmente com um Phelps ganhando tudo onde participa (alias deveriam tirar ele das provas, assim teria mais graça).

Outra prova de que o investimento é a alma do negócio, foi a da construção de estádios e complexos esportivos de última geração para a realização dos Jogos Olímpicos. Todos são de uma qualidade imensa e com recursos tecnológicos de ponta, fora que a transmissão oficial da um show de imagens com cameras de alta resolução e com slow motions estupendos.


Imagem por Vironevaeh

Para falarmos de atletas, não podemos deixar  de falar do fenômeno Michael Phelps. Todas as provas que ele disputa a torcida é por um segundo ou terceiro lugar, pois o primeiro tem dono e ele chama-se Phelps. Estão falando que a piscina dos jogos ajudam aos atletas e por esse motivos está se quebrando tantos recordes, porém a ajuda é uniforme para todos (claro que dependendo da posição na piscina pode variar um pouco).

Já pelo lado brasileiro o Cesar Cielo, ainda está sendo o grande nome a ser dito nas piscinas de Pequim, pois conquistou até agora uma medalha de bronze e bateu o recorde olímpico em sua classificatória dos 50 metros. Uma dos grandes Tiago Pereira não conseguiu brilhar como nos jogos Pan Americanos. No judô, onde acreditávamos em algumas medalhas de ouro, pois temos os campeões mundiais, decepcionou e até o momento só conquistou medalhas de bronze.

Esta olimpíada servirá para que os brasileiros possam reavaliar as suas metas e parar de se contentar com melhoras pessoais. Ao entrar na área de competição, não importa contra quem, deve-se entrar para ganhar e não somente para disputar, até porque perder é ruim até no par ou ímpar para saber com quem fica a bola.

Veja o quadro de medalhas atualizado – clicando aqui

Esportes

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O Comite Olímpico Brasileiro (COB) e o Google fecharam uma parceria para montar um canal no Youtube chamado Time Brasil, onde a torcida brasileira poderá fazer perguntas, mandar vibrações positivas e sugestões para os atletas brasileiros.

A ideia do COB é manter a torcida bem próximo dos atletas brasileiros que estão em Pequim, disputando as Olimpíadas. Contudo a comunicação só poderá ser feita por vídeos, que devem estar hospedados no youtube, e pelo que pude perceber as respostas já estão sendo publicadas para as perguntas que foram enviadas.

A idéia é muito legal e, sinceramente, torço para que dê certo, pois a torcida merece a atenção dos atletas e os atletas com certeza terão o apoio da torcida.

Para acessar o canal Time Brasil, no youtube, basta clicar aqui

Esportes

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A menos de um mês da Olimpíadas de Pequim, o nosso maior astro do futebol brasileiro convocado para a seleção passa a ser dúvida. Ronaldinho Gaúcho pode ser vetado pelo Barcelona de jogar as Olimpíadas de Pequim, apesar de ter informado que romperá o contrato com o Barcelona se isso acontecer.

Ronaldinho se julga injustição pelo clube catalão que liberou o camaronês Eto’o para disputar as Olimpíadas e não está tendo o mesmo critério com ele. Pelo que parece o jogador está sendo usado para uma briga com a CBF.

O maior problema disso tudo é que a FIFA só informa que os jogadores abaixo de 23 anos, ou os que tem idade olímpica, são obrigados a serem liberados pelos seus clubes e os que tem idade superior não são obrigados. Com essa determinação tola, o Brasil não poderá contar com jogadores essenciais como Kaká, Lúcio e Juan, que foram vetados, e ainda corre o risco de não contar com Robinho e Ronaldinho Gaúcho, que ainda negociam com os clubes a liberação.

O que mais me deixa indignado nessa história é que os clubes europeus sequer estão disputando algum campeonato, todos estarão fazendo pré-temporada. Por isso que ainda acho que se a CBF bloqueasse a venda de jogadores para o exterior, por somente um ano em retaliação aos fatos e acontecimentos, os clubes europeus iriam repensar antes de bloquear alguma coisa. Além de deixar o campeonato interno muito melhor com os melhores jogadores por aqui.

Podemos então Concluir que os Jogos Olímpicos não tem importância para a FIFA, até porque não é organizado inteiramente pela entidade.

Esportes

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