Responsáveis pelo The Pirate Bay são condenados
Está aberta a caça a sites agregadores de links para arquivos armazenados nas redes P2P, como os .torrent e os do emule. Depois da condenação do pessoal do The Pirate Bay no primeiro julgamento, que já vinha se arrastando a um bom tempo, abre-se precedente para que fechem vários outros serviços de alta qualidade, inclusive o google que também indexa o conteúdo desses sites.
A ação anti-pirataria foi movida contra os mantenedores do site por uma pressão internacional. O resultado da primeira sentença saiu e condenou os responsáveis a um ano de prisão e mais uma multa de três milhões e meio de dólares. Porém ainda resta uma segunda instância, para recorrer, na suprema corte onde será dada a sentença final.
Eu acredito que na segunda instância não mude muita coisa e que eles sejam pegos para dar exemplo de que se está fazendo alguma coisa para conter a pirataria na internet e, por consequência, dar uma resposta a sociedade e as empresas de softwares, músicas e filmes.
A internet é baseada no compartilhamento de informações e nas buscas delas, basicamente temos alguns serviços de buscas onde podemos encontrar quase tudo na internet que nada mais fazem do que indexar links com o conteúdo desejado. Se esse precedente jurídico começar a virar processos contra todos os serviços de indexação de arquivos .torrent e do emule, podemos chegar a fechar o Google e o Yahoo pois eles também indexam os links com os arquivos citados no processo.
Se tiramos do ar o Google, hoje, a internet entrará em colapso, pois ninguém encontrará mais nada e será como procurar um livro na biblioteca sem ter um catálogo ou índice. A busca incessante contra a pirataria na internet pode levar ao fechamento ou a um monitoramento que leve a rede mundial a não ter mais uma serventia pública e apenas para as grandes empresas, que poderão veicular seus serviços e produtos mais facilmente.
Este exemplo é muito parecido com o que os nossos políticos estão querendo implantar aqui no Brasil com o projeto de lei do senador Azeredo (entenda os perigos do Projeto de Lei) que se aprovado passa a monitorar a internet, dificultar a liberdade de expressão na rede e a condenar a quem utiliza serviços de P2P no país tupiniquim.







