Como o Jornalismo pode ser manipulador e sem responsabilidade
O jornalismo sempre foi muito agressivo e algoz para ter furos de reportagem ou entrevistas exclusivas, mas isso desde a época que somente tinhamos o jornal impresso. Depois que a televisão se tornou um meio popular e os telejornais ganharam o status de principal fonte de notícia da população, a agressividade pela audiência se tornou impossível de ser controlada.
Nas emissoras que tem um índice de audiência menor, como a redetv, record e sbt, fazem a notícia de crimes com alguma repercussão gerada pela Globo, virarem sensasionalistas e passam a ocupar a maior parte de sua programação diária semanal. Mesmo quando o crime termina, independente de como, a notícia ainda perdura por algumas semanas.

Imagem por Crucsou-Barus
Foi assim nos últimos casos de grande repercussão, o da menina Isabella e o da jovem Eloá, em que a mídia sensacionalista somente atrapalhou as investigações e as negociações nos casos, respectivamente. té que ponto os jornalistas se preocupam com responsabilidade deles ao atrapalhar o trabalho da polícia, que já não é tão bem treinada assim para casos de repercussão e negociações longas e profissionais.
No caso Isabella, as emissoras contrataram peritos profissionais para darem pseudos laudos do que poderia ter acontecido, entrevistaram testemunhas, motaram campana na porta do prédio e na casa dos Nardoni, entrevistaram os acusados antes da polícia e muitas outras coisas que não me recordo. Já no caso Eloá, o excesso foi bem maior, eles simplesmente montaram campana 24hrs, mostraram ao vivo toda a movimentação do sequestrador e da polícia, antecipavam os passos da polícia, entrevistavam o sequestrador e mantinham o seu telefone celular ocupado o tempo todo, culparam a polícia por falta do efeito surpresa e muitos outros erros que passaram do limite, porém nenhum superou a equipe da Sonia Abraão que se passou por negociador da polícia para falar com o Lindberg.
O jornalismo televisivo tem o poder de manipular a opinião pública e fazer cm que inocentes virem culpados e culpados virem inocentes. Como a repercussão é grande e a audiência é grande vale tudo para manter o assunto na pauta do dia. É impressionante como o próprio público não se ve manipulado pelas emissoras e não percebe que ora eles lhe colocam com ódio eterno do bandido e ora eles te fazem sentir pena dele.
O pior é que nos próximos crimes que houver cobertura da televisão será feito o mesmo tipo de sensacionalismo e cobertura irresponsável, pois não há ninguém no país que possa proibir esse tipo de coisa. E a proibição do sensacionalismo, mesmo que qm busca da segurança da vítima, será tachada de censura ou de obstrução da notícia para a população.
O mesmo começa a acontecer na internet que tem uma audiência mais fiel e que está migrando cada vez mais da televisão. Porém eles não estão acostumados com textos muito elaborados e com opiniões bem desenvolvidas, com isso acabam indo para os portais de notícias convencionais e manipuladores.







