Eu não conseguiria deixa de comentar sobre mais este absurdo que aconteceu no Rio de Janeiro, apesar de estar um pouco atrasado.

A greve é lícita e direito do trabalhador desde que não atrapalhe a vida dos demais, que na minha opinião só pode ser feita com passeatas e bloqueios em ruas de muito movimento, violência e eliminação completa do transporte público, fora isso acredito não ter violado o direito de greve do trabalhador. Na semana passada, no Rio de Janeiro, tivemos a greve dos ferroviários que praticamente parou o sistema de trens da capital e gerou muita confusão no transporte de massa.

Até então nada de errado nisso, a greve pegou muita gente de surpresa e superlotou os demais transportes públicos, como ônibus e metrô. Só que como toda greve no transporte deve-se assegurar que 30% do serviço esteja funcionando e operante, o que não foi diferente e segundo a estratégia da concessionária Super Via, a prioridade seriam os trens do ramal Deodoro-Centro com trens paradores (que param em todas as estações).

O grande problema encontrado era que o tempo entre as composições que diariamente é entorno de 7 minutos passou para, no mínimo, 30 minutos e a quantidade de passageiros era maior que o suportado pelos trens que estavam circulando. O despreparo da empresa  foi tão grande que os funcionários não sabiam dar informações a população e os seguranças simplesmente passaram a função de carrasco (ou seguranças de baile funk).

A minha pergunta é a seguinte: “Será que as instruções para que eles mantivessem a ordem a qualquer custo não foi dada pela empresa?”. Se foi feito isso, a interpretação é feita a critério de cada um e como a violência policial é comum na capital, eles se acharam no direito de fazer parecido.

A concessionária, como todas as outras de vários serviços, não tem fiscalização nenhuma do governo, que por muitas vezes só vai verificar que o serviço está sendo prestado com uma qualidade muito abaixo do esperado quando acontece alguma tragédia ou quando cenas como essa são vistas na televisão. E o pior de tudo isso é que o serviço continuará sendo prestado da mesma forma, com péssima qualidade e a concessionária deverá apenas ser multada (para colocar mais dinheiro nos cofres do governo), apesar de ter quebrado o contrato e poder perder a concessão.

Vamos ver o que vai acontecer, pois até agora apenas foram demitidos e indiciados, na polícia, os funcionários que apareceram no vídeo.

Opinião

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Esta semana uma liminar da justiça do Rio de Janeiro, proibiu o culto religioso nos trens urbanos da cidade, que são controlados pela concessionária Super Via. De acordo com a decisão, a SuperVia deve recolher aparelhos musicais e microfones dos pregadores. Até o fim da viagem, a aparelhagem será mantida na cabine. Do contrário, a concessionária está sujeita a multa diária de R$ 10 mil.

As igrejas evangélicas, colocaram a boca no trombone, dizendo que essa liminar é incostitucional e vai contra o direto de culto e que seria um preconceito contra os protestantes. Para se ter noção do teor das declarações de lideres da igreja evangélica, que é a maior utilizadora dessa metodologia de culto em meios de transportes, vamos ver algumas delas:

O teólogo Veracy Neves, administrador da Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu: “Ainda resiste a visão de que só a Igreja Católica tem direito a manifestações religiosas. Ninguém fala nada de procissão católica.”

Pastor Jorge Rabello, da Igreja Ministerial Conquistando Nações: “A mensagem tem que ser rápida e eficaz para tocar o coração e não enfadar.”

Alexandre Marques, pastor presbiteriano da Igreja Reformada Ecumênica: “Existem locais e formas de pregação que respeitem a liberdade de pessoas que não querem ouvir aquela mensagem. Elas também têm direito de viajar de trem em silêncio. É possível realizar atos religiosos em locais públicos em que não se grite, invada e nem se pratique coação contra ninguém. Já presenciei coisas absurdas no trem, como pessoas querendo arrancar guias do candomblé dizendo que são do demônio. Não se pode ferir o direito do outro.”

O que eu posso perceber com as declarações do administrador da primeira Igreja Batista é que ele quer comparar uma procissão católica, normalmente feita uma vez por ano, com divulgação diária da igreja em meios de transportes. Uma coisa é passar uma legião de pessoas rezando a sua porta a outra é você diariamente ter que ir ou retornar do trabalho ouvindo pessoas gritando o que você não pediu para ouvir.

Já a declaração do pastor Jorge Rabello é mais condizente, pois mesmo que seja gritando, se for breve e única, não incomodará as pessoas que tem outra crença ou que não estejam dispostas a ouvir. A mensagem com certeza atingirá a todos aqueles que estiverem com o coração aberto e a aceitarem, os demais não vai adiantar forçar que não vai acontecer.

Já o alexandre Marques foi super sensato e, com certeza, se fosse aplicada dessa forma a “igreja” não teria problema com os demais passageiros e nem geraria a antipatia por parte de algumas pessoas. Mas quem sou eu para determinar o que é certo e errado, somente acho justo que cada um tenha a sua liberdade e que sua privacidade não seja invadida.

Geral

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